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Monster Hunter Wilds: Uma nova era de caça começa nas Terras Proibidas

Publicado em:2025,Ação,Aventura,Blog,Consoles,Cooperativo,Fantasia,Multiplayer,Mundo Aberto,PC,RPG

Em uma madrugada silenciosa, as chamas de uma fogueira tremulavam em meio ao deserto. O céu estrelado mal conseguia ser visto entre nuvens de tempestade que se formavam no horizonte. Ali, sozinho, o caçador ajustava seu elmo, observando o movimento de criaturas ao longe. Era a primeira vez que ele pisava nas Terras Proibidas, e ainda não sabia o que o aguardava. Só tinha uma certeza: o mundo de Monster Hunter Wilds não seria nada como os anteriores.

A Capcom não só entregou um novo capítulo da saga, como redefiniu o que significa explorar um ecossistema vivo, dinâmico e imprevisível. Este não é apenas mais um jogo de caçada — é uma experiência completa, envolvente, e acima de tudo, transformadora.

Um salto evolutivo na franquia Monster Hunter

Desde o impacto causado por Monster Hunter Wilds, os fãs aguardavam ansiosamente por um título que superasse seus próprios limites. E então, no dia 28 de fevereiro de 2025, Monster Hunter Wilds chegou ao mercado, surpreendendo até os mais veteranos da franquia. Com lançamento simultâneo para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (Steam), o jogo não apenas quebrou recordes de vendas — ultrapassando 10 milhões de cópias em um mês — como também trouxe funcionalidades nunca antes vistas na série.

O motor gráfico RE Engine eleva o realismo a um novo patamar. Texturas vivas, mudanças climáticas em tempo real e transições entre biomas sem qualquer tela de carregamento criam a sensação de um mundo verdadeiramente conectado. Aqui, cada passo importa. Cada escolha pesa.

As Terras Proibidas: um novo território, novos desafios

A narrativa de Monster Hunter Wilds se desenrola nas Forbidden Lands, uma região misteriosa e hostil, marcada por tempestades de areia, ecossistemas em constante mutação e criaturas que parecem evoluir diante dos seus olhos. O enredo se desenha de forma envolvente, conduzido pela unidade Avis, da qual o jogador faz parte.

Essa equipe é composta por personagens carismáticos e fundamentais para a jornada: Alma, a gestora das missões e coração emocional da narrativa; Gemma, a ferreira determinada e mestre em upgrades; o inseparável Palico, companheiro fiel; e o enigmático Nata, cuja ligação com os segredos das terras proibidas será desvendada aos poucos.

A missão? Investigar os distúrbios ambientais que ameaçam o equilíbrio natural da região, ao mesmo tempo em que confrontam o temido e quase mitológico White Wraith, um monstro tão poderoso quanto imprevisível.

Clima, comportamento animal e ecossistema vivo

A primeira vez que se entra em uma caçada em Monster Hunter Wilds, percebe-se uma diferença sutil — mas profunda. Os monstros não apenas reagem ao jogador, mas entre si. A natureza é interdependente. Doshaguma, por exemplo, anda em bandos e protege seu território de maneira feroz. Já o ágil Chatacabra utiliza minerais do ambiente para armar seu corpo, adaptando-se ao combate.

O Ceratonoth, herbívoro aparentemente inofensivo, revela uma faceta protetora impressionante quando um de seus filhotes está ameaçado. E o impressionante Dalthydon, um wyvern de aparência ancestral, voa sobre os campos antes de iniciar sua migração.

Essa diversidade biológica se manifesta de forma orgânica. Chuvas transformam trilhas de areia em lamaçais. Nevascas reduzem sua visibilidade e alteram o comportamento das criaturas. O jogador não apenas caça: ele sobrevive, se adapta e observa um mundo em constante transformação.

Ferramentas novas, estratégias novas

Para enfrentar esse novo ambiente hostil, o arsenal do caçador evoluiu. As 14 armas clássicas estão de volta, cada uma com movimentos expandidos e combos mais estratégicos. Mas é o Focus Mode que muda o jogo: um sistema que permite mirar com precisão em pontos fracos dos monstros, gerando feridas visíveis e ampliando o dano causado com o tempo.

Essa mecânica não apenas recompensa a habilidade do jogador, mas cria oportunidades viscerais durante o combate — um verdadeiro gatilho mental de antecipação e domínio.

Outro destaque é o Hooked Slinger, uma ferramenta que revoluciona a movimentação. Ela permite recolher itens à distância, escalar ambientes e até mesmo manipular elementos do cenário. E com o novo companheiro de montaria, o Seikret, a exploração atinge um novo nível. Ele não só transporta o caçador pelas Terras Proibidas com agilidade, como também possibilita curas, troca de armas e coleta de itens enquanto está em movimento. Pela primeira vez, a ação não é interrompida — tudo acontece em tempo real.

Acampamentos móveis e liberdade total

Uma das inovações mais bem recebidas são os acampamentos móveis, ou “pop-up camps”. Esqueça a antiga rotina de retornar à base para reabastecer ou mudar equipamentos. Em Wilds, é possível montar um acampamento no meio do nada e retomar a caçada quase que imediatamente.

Esse conceito de “liberdade total” ecoa por toda a experiência. A Capcom implementou um sistema de exploração onde o jogador decide como, quando e por onde seguir. Um verdadeiro convite ao instinto de descoberta — um poderoso gatilho mental de curiosidade que mantém a experiência fresca por dezenas de horas.

Multiplayer evoluído e acessibilidade

O modo cooperativo de Monster Hunter Wilds é um espetáculo à parte. Até quatro jogadores podem caçar juntos, com suporte para cross-play entre PC, PlayStation 5 e Xbox Series. Mesmo sem cross-save, o progresso compartilhado e a facilidade de conexão criam uma sensação de comunidade inédita.

Há ainda lobbies com até 100 jogadores, o retorno dos S.O.S flares para pedidos de ajuda, e um sistema de chat de voz interno funcional e intuitivo.

Mas o que realmente brilha aqui é o esforço da Capcom em tornar Wilds o título mais acessível da série. Tutoriais integrados, controles simplificados e explicações visuais transformam o que antes era intimidador em algo acolhedor. E o melhor: os veteranos podem pular tudo isso, mantendo a profundidade que os consagrou.

Conteúdo pós-lançamento e suporte ativo

Nem tudo foram flores no lançamento. Apesar do sucesso estrondoso nos consoles, a versão de PC sofreu com problemas de performance — o que resultou em avaliações negativas na Steam. Mas a Capcom reagiu rapidamente.

A Title Update 2, lançada em 30 de junho, trouxe o retorno dos icônicos Lagiacrus e Seregios, além de um sistema reformulado de combate subaquático, armaduras em camadas e o festival sazonal Flamefete, que celebrou o verão com eventos temáticos e armas exclusivas.

Agora, com a Title Update 3 antecipada para 13 de agosto, os jogadores receberão um novo modo de dificuldade, balanceamentos, talismãs aleatórios e ajustes para a qualidade de vida, além de melhorias específicas no desempenho de PC. A Capcom mostra que está atenta, ouvindo a comunidade e ajustando a rota com precisão.

A psicologia por trás da imersão

O sucesso de Monster Hunter Wilds não se limita às mecânicas. O jogo ativa uma série de gatilhos mentais eficazes: curiosidade, ao introduzir regiões desconhecidas e ecossistemas complexos; pertencimento, ao integrar o jogador em uma equipe de NPCs com profundidade emocional; progresso, com sistemas de upgrade recompensadores; e domínio, ao permitir que o jogador se torne verdadeiramente hábil em lidar com as ameaças naturais.

Tudo isso reforçado por um design de som cinematográfico, trilha sonora épica e detalhes visuais que tornam cada bioma memorável. Não é apenas sobre caçar monstros. É sobre sentir que você faz parte desse mundo.

Conclusão: um marco na história da franquia

Monster Hunter Wilds é, sem dúvida, um divisor de águas. Um título que honra o legado da franquia enquanto aponta para o futuro com coragem e inovação. A introdução de um mundo aberto sem interrupções, a profundidade ecológica das Terras Proibidas, as ferramentas de caça expandidas e a atenção à experiência do jogador — tudo isso forma um mosaico vibrante e inesquecível.

E ali, sob as estrelas de um deserto que se transforma, o caçador sabe: cada missão é mais do que uma batalha. É um pedaço de história sendo vivido. Porque em Monster Hunter Wilds, o verdadeiro monstro a ser caçado é a própria limitação daquilo que achávamos possível em um jogo.

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